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Vereadores de Cotia batem boca em discussão sobre a Marcha para Jesus

Por Victor de Andrade Lopes

A Câmara dos Vereadores de Cotia realizou na manhã de ontem (15/5) sua décima quinta sessão ordinária de 2018. Nenhuma lei foi aprovada e apenas uma propositura foi lida: a 8/2018, que pretende regularizar edificações da cidade.

Além disso, foi aprovada também, com direito a um minuto de silêncio, uma moção de pesar pela morte dos gêmeos Enzo Minetti Degaki e Nicolas Seichi Degaki, que perderam a vida no início do mês. Os vereadores Celso Itiki (PSD), Fernando Jão (PSDB) e Sandrinho Santos (SD) discursaram em memória das crianças – Celso chegou a sugerir que alguma creche a ser aberta em Cotia seja batizada com seus nomes. Os pais delas foram convidados a assumirem o microfone, oportunidade na qual agradeceram pela homenagem e expressaram a dor pela perda simultânea dos filhos.

No entanto, os destaques da sessão ficaram por conta dos discursos na tribuna. O tempo começou a fechar no recinto quando Marcos Nena (MDB), num discurso em homenagem ao Dia da Família, agradeceu o retorno positivo da prefeitura às suas cobranças por mais atenção à Marcha para Jesus, que ocorrerá no próximo dia 19 (sábado).

Foi a deixa para seu colega de partido, Tim, dizer que tal apoio é apenas a obrigação da prefeitura e que mais poderia ter sido feito pelo evento. O assunto voltou à tona após discussões sobre outros temas, quanto Nena falava como líder na tribuna e falava do Senai de Cotia. Em determinado momento, ele insinuou que a Marcha para Jesus estaria sendo usada para palanque político. “Sou um cristão protestante. Defendo a Marcha para Jesus e jamais vou politizá-la como estão tentando fazer. Não é isso que os pastores e cristãos da cidade merecem”.

Com a anuência do presidente Paulinho Lenha (PSB), que concedeu o microfone mesmo sem inscrição, Tim respondeu as insinuações do colega. “Se o Nena puxar pela memória, vai lembrar que já chorou muito nesta tribuna quando a Marcha não tinha estrutura. Hoje ele vem aqui falar isso? Acho que você não é evangélico. A prefeitura tem obrigação de arcar com todos ou então que não arque com ninguém. Não estou fazendo palanque aqui, sempre fui um dos defensores de quem faz o bem pela cidade. Na minha opinião, estão tratando a Marcha para Jesus pela metade!”

Por meio de questão de ordem, Nena deu sua tréplica. “A prefeitura está dando o show do Fernandinho, o palco, a iluminação, a divulgação, o camarim, o fechamento, o policiamento, agentes de trânsito e apoio na saúde. O que o Tim pensa da minha crença pouco me interessa, é algo pessoal. Se isso que a prefeitura está dando é pouco, peço ao Tim que volte aqui e explique o que é esse ‘nada’ que ele tanto fala que a prefeitura não está fazendo”.

Também com questão de ordem, Tim insistiu que o apoio não é mais que obrigação. Além disso, questionou o porquê de outros eventos receberem shows de alto custo e a Marcha não. “Não estou falando que a prefeitura não ajudou, mas tem que ser uma ajuda completa!”

Na tentativa de acalmar os ânimos, Lenha reconheceu a falta de estrutura em edições passadas e a cobrança de Nena por melhorias. “Hoje, ele entende que essa ajuda está sendo dada. Se o prefeito não pode fazer tudo, está fazendo o que pode”.

O líder do governo, Dr. Castor (PSD), cobrou que o regimento interno fosse seguido, uma vez que o recurso da questão de ordem estava sendo usado de forma abusiva pelos colegas. Lenha concordou e prometeu aplicar o regimento à risca se os problemas persistirem. Desde que assumiu a presidência, Lenha optou por flexibilizar o regimento interno em favor de todos os colegas.

Celso e Jão também proferiram discursos mais diplomáticos. Celso cobrou da comunidade evangélica de Cotia uma boa participação na Marcha, para que sua força seja mostrada. Num outro momento, lembrou da luta dos romeiros para que a Romaria de Caucaia do Alto tivesse o tamanho que tem hoje. “Temos que lutar para que todas sejam grandes”, disse.

Jão, por sua vez, buscou reconhecer o mérito de ambos os mdebistas na luta pelo evento religioso. “De um lado, temos o Nena, que sempre lutou pela igreja evangélica. Do outro, temos o Tim, que briga por ainda mais estrutura! Ambos querem o bem da Marcha e parabenizo ambos por lutarem por ela”.

Outro alvo de críticas por parte de Tim foi o diretor da defesa civil da cidade, Lincoln Junior. Segundo o parlamentar, o servidor estaria se aproveitando das ações do seu departamento para fazer autopromoção. Ele só citou o nome do criticado após pressão dos colegas.

Celso afirmou não ter visto pretensões políticas nas postagens de Lincoln e disse que, se o servidor estiver trabalhando, não há problema nenhum em divulgar as ações.

Jão, por sua vez, prefere uma aplicação mais rígida da legislação. “Para nós, fiscais e legisladores, cabe a lei, não aquilo com o que a gente se importa. E a lei diz que não pode ter promoção pessoal em ação pública. Sejam quem for, tem que se ater à lei. É que quando essa legislação foi feita, não existia rede social. Mas temos que ir nos moldando”.

A sessão teve a participação de Alexssandro Augusto Reginato, futuro diretor da unidade do Senai em Cotia, prevista para inaugurar no dia 25 de maio, após anos de espera. Convidado a discursar, ele disse que a unidade “será moderna” e que ele tem certeza “de que ela será de muita valia para a região e para a cidade”.

Em discurso, Nena reconheceu a importância do empreendimento para o município. “Estamos num eixo estratégico entre as rodovias Raposo Tavares e Régis Bittencourt. O Senai trará crescimento financeiro e cultural para a cidade. A batalha por ele começou em 2010, veio a ETEC, a FATEC e agora finalmente esse ciclo de crescimento educacional e profissional se fecha”.

Jão também comemorou a chegada da entidade e lembrou os esforços do ex-colega de Câmara, Luis Gustavo Napolitano [hoje secretário do trabalho e emprego], que há anos lutava pela vinda do órgão para Cotia.

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