Para quem ainda não conhece, o “Baseball 5” é uma nova modalidade
esportiva que tem ganhado destaque no cenário mundial como uma variação urbana
do beisebol, mas com maior igualdade de gênero, inclusão e possibilidades de
prática. Pode ser jogado em diferentes áreas e o único equipamento necessário é a
bola, o que facilita a popularização entre os jovens e novas comunidades.
A partida inicia com cinco jogadores em cada lado (defesa e ataque), com
equipes mistas entre homens e mulheres. Após arremessar a bola, o batedor deve
percorrer as bases sem ser eliminado pela equipe adversária, com um total de cinco
entradas de cada time. O vencedor será aquele com maior pontuação ao final.
Na primeira Copa Mundial de Baseball 5
(Cidade do México, 2022), Cuba marcou seu
nome como primeira equipe campeã da
modalidade, que tem sido inclusa em outros
campeonatos internacionais e também
estará na próxima edição dos Jogos
Olímpicos da Juventude, em 2026.
Segundo a Confederação Mundial de Softbol
de Beisebol (WBSC, World Baseball Softball
Confederation), esse é um esporte que
desenvolve valores como o trabalho em
equipe, a adaptabilidade e inovação, mantendo a singularidade do beisebol, mas
de uma maneira mais acessível a todos, que elimina as complexidades de estruturas,
por exemplo.
Pensando nessa proposta, a ONG Passatempo Educativo tem sido uma das
pioneiras em trazer a prática para dentro das escolas públicas brasileiras, incluindo-a
em projetos de Educação Física e aulas eletivas voltadas para vivências culturais e
esportivas com os jovens.
Com apoio e assessoria do Cooper Clube, um dos clubes mais tradicionais de
beisebol no Brasil, a organização busca ampliar a prática esportiva e desenvolver o
potencial de novos atletas, oferecendo todo o suporte e atendimento gratuitamente
aos alunos inscritos. Entre as escolas participantes, está a Escola Municipal
Professora Otilia Freire Dos Santos Shimada e a Escola Municipal Turiguara,
ambas no município de Cotia (SP), que receberão também a participação da
treinadora Aika Tokumasu, intercambista do Japão que tem realizado trabalho
voluntário em clubes do Brasil com a prática de Softball.
A médio e longo prazo, o objetivo é a realização de campeonatos oficiais e a
formação profissional das equipes, com maior reconhecimento da modalidade,
incentivo e apoio de outras organizações.
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