A Câmara dos Vereadores de Cotia realizou na manhã da última terça-feira (24/4) sua décima segunda sessão ordinária de 2018. Foi a primeira sessão realizada com o novo horário das 10h. Somente dois projetos foram lidos: o projeto de lei 11/2018, que cria a Câmara de Conciliação de Precatórios (CCP) e o 12/2018, que institui o auxílio-alimentação para os servidores da Prefeitura. Este último vem após um escândalo envolvendo as cestas básicas adquiridas pela prefeitura (veja detalhes aqui). Nenhum dos dois foi votado.
Em discurso, os vereadores comentaram os boatos sobre a saída do secretário da educação, André Vasquez. Edson Silva (PRB) manifestou esperança de que ele vá para outra pasta na qual possa “continuar a desenvolver seu ótimo trabalho”, caso os boatos se confirmem. Nem o líder do governo, Dr. Castor (PSD), sabia ao certo a situação de André, mas também elogiou o trabalho dele e se disse esperançoso de que a saída dele não seja verdade.
A investida da prefeitura contra bares e restaurantes que funcionem após as 23h sem cumprir determinados dispositivos previstos em lei foi comentada por vereadores. Tim (MDB) disse que, se o local não está incomodando ninguém, não deveria ser fechado. Depois, disse ser favorável a regularizar o funcionamento desses lugares, mas que os comerciantes têm que “poder trabalhar”. Em um aparte, Edson conclamou seus colegas a alterarem o texto. “O jovem de Cotia quer sair para se divertir e não consegue mais!”, disse.
Castor disse que “lei foi feita para se cumprir”, mas que tem certeza de que “o prefeito tem sensibilidade e sabe que os comerciantes são importantes para a cidade. Tenho certeza que ele vai rever essa lei, caso possível. Ela surgiu por causa da violência, pois estavam ocorrendo até homicídios”, disse. O assunto foi abordado em nossa reportagem de capa da edição 101 (veja a íntegra dela aqui).
O Rodeio de Cotia também foi motivo de debate. Castor e Edson trataram de reforçar que o evento é privado e não recebe nenhum investimento da prefeitura, embora Tim considere que, devido ao fato de ocorrer em um espaço pertencente ao município, caberia à prefeitura assumir a responsabilidade no caso de alguma ocorrência.
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