A Câmara de Cotia promoveu na tarde de ontem (9/5) a décima quarta sessão ordinária de 2017. Após as formalidades iniciais, a vereadora Ângela Maluf (PV) foi à tribuna comentar o evento sobre adoção promovido anteontem na própria câmara por iniciativa dela. Posteriormente, já ao final da sessão, ela voltou à tribuna para comentar a moção de aplausos pelo Dia do Trabalho, projeto de sua autoria aprovado por unanimidade. Suas palavras foram dirigidas especificamente aos lixeiros. Segundo ela, os profissionais da categoria em Cotia trabalham sem vestimentas adequadas para protegê-los de objetos perfurantes que possam estar dentro dos sacos que carregam.
Em seguida, Marcos Nena (PMDB) cobrou mais atenção das empresas de transporte público de Cotia para com os pontos de ônibus. “Elas alegam que ponto é responsabilidade da prefeitura. Eu sei que não está na palavra fria da lei, mas a empresa poderia cuidar deles. Ela não perde nada com isso!”, disse.
Depois, o vereador Edson Silva (PRB) disse que, após muitas cobranças de cidadãos, entrou em contato com a Secretaria de Educação da cidade para pedir satisfações sobre a entrega do uniforme e do material escolares e a manutenção das instituições. Em sua fala, ele também pediu compreensão à população. Segundo ele, a secretária interina Gislaine informou que a empresa contratada para prestar serviços de manutenção nas escolas ampliará sua atuação e começará já neste mês. “É muito fácil chegar na rede social e dizer que o vereador não trabalha. As pessoas têm que entender que hoje existem tribunais de contas. E sem licitação, nenhuma secretaria pode comprar”, explicou. O vereador Sandrinho (SD), que também se disse cobrado pela população, reverberou as palavras do colega em seguida.
Num outro momento, encerrando a sessão, Edson disse que Cotia precisa voltar a ser um polo industrial. “Precisamos de incentivos para as empresas se instalarem aqui. Entristece-me ver esse monte de condomínios chegando. Onde essa população vai trabalhar? A Raposo Tavares já é parada às 5 da manhã, os profissionais que trabalham em São Paulo sofrem”, disse.
Marcinho Prates, também do Solidariedade, informou ter visitado a Secretaria de Saúde da cidade e levado algumas reinvindicações, como a agilização na marcação de consultas. Afirmou ainda que as operações de tapa-buraco na cidade estão atrasadas devido a um recurso de uma empresa que perdeu a licitação, mas que o secretário de obras Rodrigo Dantas acredita que os consertos devem começar no final do mês.
Celso Itiki (PSD) fez críticas às obras de duplicação da Rodovia Bunjiro Nakao por não preverem a construção de retornos nos km 52 (Água Espraiada) e 54 (Jardim Japão). “Haverá só um retorno longe deles. Isso vai dificultar muito a vida dos moradores desses bairros. Vide o que acontece na Granja Viana, onde os moradores do SP-II precisam ir até o km 30 da Raposo Tavares para fazer um retorno para São Paulo”, disse.
Foram lidas também ao longo da sessão cerca de 60 indicações de autoria dos vereadores pedindo soluções e benfeitorias para a prefeitura.
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