Por Victor de Andrade Lopes
A vida dos buracos no residencial Fazendinha, em Carapicuíba, segue um ciclo rigoroso, meio biológico. Eles nascem, “alimentam-se” do impacto dos veículos que por eles passam e da erosão da chuva e crescem. Quanto maior o tamanho deles, mais rodas e gotas de chuva eles conseguem capturar. Até que um dia sua vida chega ao fim, quando máquinas e homens trabalham para tapá-los com asfalto.
Parece evidente que, no momento, os buracos estão em plena fase de crescimento. Na verdade, é nessa fase que eles deveriam ser tapados. Aliás, já deveriam sumir logo no início. Se é que deveriam ter um início, pois são como pragas.
Um deles, localizado na descida da Avenida Santa Lúcia, antes da curva e da segunda lombada, já cresceu a tal ponto que os veículos ou desviam pela contramão, ou passam cuidadosamente em volta dele – uma manobra que agora só é possível para carros compactos. Motoristas de carros maiores terão que colocar suas habilidades ao volante à prova para não causar danos à suspensão e às rodas do veículo.
Até quando os moradores, visitantes e funcionários do residencial correrão esses riscos ao trafegar pelas ruas locais?
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