Home / Saúde / Boletim diário da Embaixada da Armênia no Brasil sobre os desenvolvimentos recentes na zona de confronto militar entre a Armênia e o Azerbaijão – quarta-feira (07/10/20)

Boletim diário da Embaixada da Armênia no Brasil sobre os desenvolvimentos recentes na zona de confronto militar entre a Armênia e o Azerbaijão – quarta-feira (07/10/20)

De 6 a 7 de outubro, o Azerbaijão continuou o bombardeio de Stepanakert, capital de Artsakh e Shushi, com o uso de artilharia pesada e veículos aéreos não tripulados

 

Durante a noite de 6 a 7 de outubro, as forças armadas do Azerbaijão lançaram uma ofensiva em grande escala na direção sudeste da linha de contato, numa tentativa de avançar suas posições. O Exército de Defesa de Artsakh repeliu com sucesso todos os ataques das forças armadas do Azerbaijão, infligindo pesadas baixas: um batalhão motorizado, uma divisão de artilharia e uma unidade de forças especiais foram totalmente destruídas e três brigadas parcialmente destruídas. O Exército de Defesa de Artsakh também destruiu 22 armamentos pesados. Como resultado, as forças do Azerbaijão fugiram do campo de batalha, deixando dezenas de peças operacionais de equipamento militar.

O número de baixas entre os militares do Exército de Defesa Artsakh chegou a 331, com centenas de feridos.

Não tendo conseguido qualquer sucesso no campo de batalha, as Forças Armadas do Azerbaijão recorrem a provocações óbvias. Grandes unidades das forças armadas do Azerbaijão se acumularam ao longo da fronteira Artsakh-Irã (ao longo do rio Araks) em uma tentativa de avançar. Esta tática tem como objetivo fazer com que o Exército de Defesa de Artsakh abra fogo na direção do Irã. A Armênia pediu ao Irã que não permita que as forças do Azerbaijão cruzem o rio Araks.

A Armênia reitera que não há solução militar para o conflito de Nagorno Karabakh. Os acordos trilaterais de 1994-1995 sobre o estabelecimento e consolidação do regime de cessar-fogo não têm limitação de tempo e devem ser estritamente implementados.

A liderança político-militar do Azerbaijão é totalmente responsável pelas consequências.

 

 

Declarações recentes

Em 6 de outubro, o ministro das Relações Exteriores da Turquia visitou Baku e reconfirmou o apoio turco ao Azerbaijão. “Estamos prontos para dar qualquer apoio ao Azerbaijão sempre que ele precisar e em qualquer campo”, disse o ministro turco.

Em 6 de outubro, o ministro da Defesa do Azerbaijão Zakir Hasanov ordenou “continuar a destruição planejada, proposital e consistente das forças inimigas e planejar ações para desferir ataques à infraestrutura militar-estratégica usando armas de grande poder destrutivo”.

Em 6 de outubro, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, com base no pedido de medida provisória apresentado pela Armênia contra a Turquia, apelou a todos os Estados, direta ou indiretamente envolvidos no conflito de Nagorno-Karabakh, incluindo a Turquia, a se absterem de ações que contribuam para violações do Direitos da Convenção dos civis e a respeitarem as suas obrigações ao abrigo da Convenção. No início de 29 de setembro, o Tribunal exortou o Azerbaijão e a Armênia a se absterem de tomar quaisquer medidas que possam implicar em violações dos direitos da Convenção da população civil e a cumprirem seus compromissos no âmbito da Convenção.

Em 6 de outubro, o primeiro-ministro da Grécia e o secretário-geral da OTAN expressaram seu apoio ao fim imediato das hostilidades, bem como às intervenções estrangeiras que as geraram. Eles apoiaram também o apelo dos presidentes dos grupos de Minsk por um cessar-fogo e a retomada do processo de paz.

Em 6 de outubro, o Ministério das Relações Exteriores da Polônia pediu o total respeito ao Direito Internacional Humanitário, incluindo a obrigação de proteger os civis em conflitos armados. “Estamos convencidos de que a violência armada não levará à resolução do conflito. Também ameaça a estabilidade da região. Neste contexto, apoiamos os esforços dos copresidentes do Grupo de Minsk da OSCE e do representante pessoal do presidente em exercício da OSCE”.

Em 6 de outubro, o ministro da Defesa do Irã, Amir Hatami, afirmou: “qualquer tipo de ataque é inaceitável para nós, e se tais ações forem repetidas, passaremos de advertências a medidas mais duras”.

Em 7 de outubro, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, alertou que as hostilidades poderiam se transformar em uma “guerra regional” e reiterou que o Irã não tolerará a presença de terroristas estrangeiros perto de sua fronteira norte, perto da zona de conflito NK.

Em 7 de outubro, os ministros das Relações Exteriores da Rússia e do Irã enfatizaram o perigo representado pelo envolvimento de combatentes radicais de grupos militares ilegais da Síria e da Líbia no conflito NK.

Em 7 de outubro, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou: “como todos sabem, a Armênia é membro da Organização do Tratado de Segurança Coletiva, temos certas obrigações para com a Armênia no âmbito deste tratado. Sempre cumprimos, cumprimos agora e continuaremos a cumprir as nossas obrigações”.

 

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