A Câmara dos Vereadores de Cotia realizou na noite de ontem (23/11) sua trigésima oitava sessão ordinária de 2017. A sessão foi marcada pela leitura do projeto de lei 42/2017, que visa regulamentar a operação dos aplicativos de transporte individual (como o Uber) em Cotia; e pelo anúncio do arquivamento do polêmico Projeto de Emenda à Lei Orgânica 2/2017, que alterava benefícios dos servidores públicos municipais e motivou uma serie de manifestações nas últimas sessões.
Antes do início da sessão, o sindicato dos Trabalhadores em Serviços Públicos de Osasco e Cotia (Sintrasp) distribuiu um panfleto intitulado “Carta aberta ao povo: ainda podemos acreditar em políticos”, no qual agradece aos vereadores que votaram contra a aprovação do projeto arquivado (veja na foto).
O projeto nº 42, de autoria de Celso Itiki (PSD), assemelha-se a leis adotadas em outras cidades, como São Paulo. O texto determina, por exemplo, que os carros que prestem tais serviços sejam novos (limite de cinco anos para carros movidos a combustíveis fósseis e oito para híbridos) e tenham ar-condicionado, quatro portas e capacidade máxima de sete passageiros. A lei também prevê que eles não poderão coletar passageiros em pontos de táxi, de ônibus ou próximos a grandes centros comerciais e repartições públicas.
Foi lido também o projeto de lei complementar nº 62/2017, que altera a lei que regulamenta o trabalho dos agentes de defesa civil do município; e o decreto legislativo que concede o título de cidadão cotiano a Valter “Valtinho” Pereira de Oliveira, promotor de grandes eventos da região como as festas do peão de Cotia, Osasco e Vargem Grande Paulista.
Na reta final da sessão, uma ambulante se manifestou aos gritos contra as ações policiais promovidas contra a sua categoria. Extremamente irritados, os vereadores convocaram a Guarda Civil Metropolitana para retirá-la à força, uma vez que o regimento interno não permite manifestações da plateia. Depois do tumulto, os vereadores se reuniram brevemente com uma comissão dos funcionários públicos, após a qual retornaram à sala de sessões, anunciaram o arquivamento do projeto polêmico citado no início da matéria, e encerraram a sessão.

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