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Vereador de São Roque Julio Mariano comenta sobre o isolamento social e o Decreto do Governo do Estado

 

É certo que o isolamento social é fundamental na luta contra a propagação do covid-19, porém estamos em um país e em um Estado em que a realidade de cada município é ímpar.

Somos 645 cidades e não se pode comparar a realidade da Cidade de São Roque, por exemplo, com a Cidade de São Paulo ou a cidade de Araçariguama, somos 645 realidades diferentes umas das outras, podemos ter semelhanças, mas, não somos totalmente iguais.

Entendo que a grande preocupação dos governantes é que possamos ganhar um tempo para que nossa estrutura de saúde não seja sobrecarregada e possa atender a todos que dela precisarem, mas passados 70 dias quase nada mudou do início da quarentena até aqui, e a todo instante tenta-se criar métodos improvisados que possam contribuir e, às vezes, estes métodos se mostram totalmente equivocados.

Exemplo disso foi o mega rodízio impar e par, implantado na cidade de São Paulo, que acabou obrigando quem tinha carro a usar o transporte público, expondo a saúde os usuários por falta de segurança e de estrutura necessária.

Tudo isso porque não temos leitos de UTI suficientes. E se o foco são os leitos de UTI, porque não ir de encontro de mecanismos que viabilizem o aumento destes leitos? Porque custam caro? Sim, custam! Mas o que realmente está custando caro ao povo brasileiro e, consequentemente, para a população são-roquense?

O feriado prolongado no último final de semana conseguiu aumentar a taxa de isolamento social, sendo que a capital atingiu 51% e no restante do estado ficou em 49%, porém a taxa de ocupação das vagas de UTI’s também estão próximas ao colapso e é aí que temos que nos preocupar.

Não se trata de ganhar mais uma semana para que possamos garantir a eliminação do vírus, nem tampouco sua ameaça, porque ele ainda vai nos atormentar por meses, talvez até por anos. Por isso é necessário enfrentarmos a situação e tomarmos todas as precauções para que possamos voltar às atividades de forma gradual, segura e responsável.

O custo da pandemia está muito alto para os que sofreram perdas de entes queridos, mas também está alto para as pessoas que perderam seus empregos, para as que fecharam seus negócios, para todos os que estão passando dificuldades financeiras, e até mesmo fome.

Neste sentido temos exemplos práticos e vivos em nosso país, entre eles as empresas de alimentos, embalagens, materiais de construção, farmácias, supermercados, oficinas mecânicas, entre outras que estão trabalhando, e o que se observa é um trabalho com a cautela, segurança e cuidados necessários, sem que causem agravamento da pandemia.

Então porque não adequar a situação a realidade de cada município? Porque o município que tem uma estrutura de saúde adequada e poderia estar trabalhando tem que se sujeitar a uma decisão de isolamento imposta pelo Estado?

Isto significaria a proteção e a manutenção do emprego para irmos nos adaptando a convivência com esse vírus que aparentemente não vai desaparecer daqui a poucos dias. Uma outra preocupação com a paralisação da economia é a queda de arrecadação porque em São Roque, e em muitas outras cidades, as Prefeituras são grandes geradoras de empregos e com a diminuição da arrecadação as finanças estão sendo comprometidas, o que coloca em risco a Administração Municipal. Com a arrecadação diminuindo, como serão garantidos os investimentos na área da saúde, tão importantes neste momento? Como se pode garantir a folha de pagamento e os benefícios conquistados pelos servidores públicos e como se pode se garantir, até mesmo, os empregos públicos?

 

Julio Mariano, Vereador de São Roque e do PSB

 

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