A Câmara dos Vereadores de Cotia realizou sua décima sétima sessão ordinária de 2017 na tarde e noite de ontem (30/5). Durante a sessão, vereadores subiram o tom contra alguns secretários da atual gestão de Cotia. Eles se dizem insatisfeitos com o atendimento prestado por eles à população e aos próprios parlamentares.
A sessão tratou, primeiramente, de um projeto de lei de Angela Maluf (PV) que inclui no calendário oficial do município a Semana da Mulher na Política, a ser realizada na primeira semana de novembro. Em discurso, a vereadora explicou que as mulheres hoje são chamadas para chapas políticas apenas para preencher cotas previstas na legislação eleitoral. “Precisamos construir mulheres empoderadas na política”, disse. Ela não comentou sua decisão de se abster da votação que determinou a rejeição das contas do ex-prefeito Carlão Camargo (PSDB) referentes ao ano de 2013, ocorrida na sessão anterior (veja detalhes aqui). Na ocasião, a parlamentar chegou a ser vaiada e criticada pelo público, que lotou a plenária.
O colega de partido de Ângela, Professor Osmar, discursou em favor da proposta e aproveitou para explicar que seu voto na sessão anterior foi “técnico” e “sem motivações políticas”.
Em seguida, Celso Itiki (PSD) voltou a criticar as obras do Sistema Produtor São Lourenço, que, segundo ele, trazem transtornos aos moradores de Caucaia do Alto. Ele também criticou a Secretaria de Trânsito e Transportes de Cotia (Settrans) por só “aparecer para multar” os comerciantes de Caucaia. O parlamentar, que descende de japoneses, aproveitou para convidar o público para a sessão solene em celebração aos 109 anos da imigração japonesa no Brasil, a ser realizada na manhã do dia 20 de junho na câmara.
Mais tarde na sessão, ele manifestou apoio a outro projeto de Angela, de moção e aplausos ao Dia do Produtor Rural. Para ele, a situação do pequeno produtor na cidade é decadente e uma pasta específica precisa ser criada para atender esta área. Hoje, ela é fundida com a Secretaria do Meio Ambiente.

Em sua fala, o vereador Edson Silva (PRB) chamou a atenção para a crescente população de moradores de rua que está se instalando na Praça da Matriz. Em seguida, disse: “Muito se falou sobre as ações recentes na Cracolândia. Convido qualquer um aqui a visitar o Clube Arakan. Aqui é uma cracolândia!”, denunciou. Em sintonia com Itiki, ele também criticou a Settrans por multar antes mesmo de orientar motoristas na região da Água Espraiada.
O líder do governo Dr. Castor (PSD) disse estar ciente da situação no Arakan, mas pediu paciência. “Não temos locais para tratar os dependentes, mas também não podemos sair batendo em todo mundo como o [João] Dória [prefeito de São Paulo] fez”, explicou.

Ele também esclareceu, num outro momento, que, diferente do que vem sido dito nas redes sociais, o Uber não foi liberado na cidade. “Um grupo de 32 motoristas do aplicativo conseguiram uma liminar em Cotia, mas o aplicativo segue banido em Cotia e a prefeitura segue autorizada a recolher carros que estejam prestando esse serviço na cidade”.
Edson, por sua vez, diz que a lei proibindo o Uber é de 2015 e a proibição deveria voltar a ser discutida pela casa. “O Uber é uma forma de transporte acessível para a população. Estamos em 2017 e hoje tem Uber no Brasil inteiro, muita coisa mudou desde 2015”, disse.

Ainda falando sobre o Arakan, o presidente da Câmara, Paulinho Lenha (PSB), disse que na gestão passada o então prefeito Carlão Camargo prometeu instalar um centro educacional na área do Arakan, mas o projeto não foi pra frente. “Vamos cobrar o prefeito Rogério”, prometeu.
Os vereadores Eduardo Nascimento (PSB) e Marcos Nena (PMDB) criticaram serviços municipais e secretários do governo, alegando que o atendimento anda ruim. Segundo Nena, está prestes a vencer o prazo de seis meses que o prefeito Rogério Franco (PSD) teria dado para os secretários mostrarem serviço para não correrem o riso de perderem o cargo.




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