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A Câmara Municipal de Carapicuíba aprovou por unanimidade a moção de pêsames de autoria do Vereador Prof. Naldo do PT pela morte do Prefeito da Capital Bruno Covas. No texto, o Prof. Naldo apresentou no Plenário da Câmara “está moção é em memória do Prefeito Bruno Covas, que depois de lutar bravamente contra um câncer veio a óbito neste último domingo, dia 16 de maio. Rogo a Deus que conforte sua família e seu amado filho Tomás.” Afirmou ainda tratar-se apenas de uma moção respeitosa por uma pessoa que partiu, “mas sobre tudo, um posicionamento político de nossa parte que busca colocar um fim na cultura de ódio agravado neste país nos últimos anos.” O vereador argumentou que esta cultura de diálogo e moderação é de seu partido, “quando a Presidenta Dilma foi golpeada entregamos a “chave”, fizemos a transição de Governo, quando nosso Ex-Presidente foi julgado e condenado sem provas por um juiz parcial não reagimos com ódio, mas com luta”.
Lembrou que esta cultura de ódio começou na política em 2014, “na eleição para o segundo mandato da Dilma o ódio contra o diferente, que começou na política foi para as ruas, contaminando uma parte da sociedade: crimes de racismo, crimes homofônicos, o feminicídio, assassinatos de negros, índios e ativistas nunca foram tão altos. Até os profissionais da imprensa nunca tiveram tão ameaçados como hoje, num regime democrático.” Para o vereador Bruno Covas tomou outro rumo, “a morte prematura do Prefeito Bruno Covas mostra que quem perde não é um partido, é o Brasil. O Prefeito da maior Cidade da América Latina Bruno em sua campanha, onde estivemos de lados opostos, mostrou-se correto, fez um embate eleitoral duro, firme mas dentro da legalidade, da honestidade, sem discurso de ódio, sem alimentar as tais ‘fake News’ “. E acrescentou “muitas vezes se posicionou contra algumas lideranças do seu próprio partido, apresentando-se como um democrata.”
Para o Vereador Prof. Naldo, Bruno Covas se colocava como um antirracista: “quando o mundo foi abalado pelos atos antirracistas, ele declara em uma entrevista coletiva do Núcleo de Contingência da Pandemia no Palácio dos Bandeirantes, um discurso antirracista e no final afirma “Os racistas não passarão“. E complementa que o prefeito Bruno “enfrentou sua sina com resiliência e altivez, não escondeu sua doença da população pelo contrário, foi transparente quando a doença se mostrou mais forte, transferiu sua residência para uma sala da Prefeitura que foi adaptada como um aposento. Mesmo debilitado foi um guerreiro tenaz contra a pandemia, seguiu as orientações da ciência e denunciou o negacionismo.“
O vereador termina lamentando “neste momento em que nossa nação precisa se reencontrar com o marco civilizatório, de unidade entre os democratas de diferentes partidos e ideologias com objetivo de formar uma Frente Ampla e Democrática, o Prefeito Bruno Covas vai fazer muita falta“.
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