Por Victor de Andrade Lopes
Geraldo Cruz é deputado estadual e candidato a reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT) sob o número 13147 e nos concedeu esta entrevista na tarde do dia 17 de setembro por telefone. Acesse seu site oficial (www.geraldocruz.com.br/eleicao) para conhecer mais propostas e não deixe de conferir sua declaração de bens, dados pessoais e certidões criminais no serviço DivulgaCand do Tribunal Superior Eleitoral (http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2014/sistema-de-divulgacao-de-candidaturas – clique no mapa de São Paulo. No campo “cargo”, selecione “deputado estadual” e busque o nome do candidato.)
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Geraldo Cruz: Eu sou Geraldo Cruz, candidato a deputado estadual. Moro no Embu das Artes, onde fui vereador por três mandatos, prefeito por dois mandatos e estou novamente candidato a deputado estadual, pedindo o voto da população, para que a gente possa continuar representando nossa região.
GN: O que você destaca da sua última atuação na Assembleia Legislativa?
Geraldo: Nesses 2,7 anos, trabalhamos na educação, com o projeto exigindo a democratização e a transparência com as coisas públicas do Estado de São Paulo. Apresentamos na Assembleia o projeto para transporte de graça para a terceira idade, inclusive nos ônibus intermunicipais, conforme previsto no Estatuto do Idoso, bastando apresentar a identidade. Outro projeto que destaco e que foi sancionado é o que estimula empresas a contratarem jovens acima de 15 anos para o primeiro emprego, e que também obriga o governo a fazer cursos profissionalizantes para esses jovens. Agora mais ainda nesse próximo mandato, eu quero buscar uma participação mais efetiva do estado na nossa região. O governo tinha um plano de construir um porto seco na região de Cotia e Vargem Grande Paulista. Temos uma dificuldade na importação para despachar mercadorias, às vezes elas ficam seis meses esperando no porto. A ideia da construção do porto seco é que o produto já sai com toda a parte burocrática pronta, é só despachar no navio. Isso tiraria muito o trânsito da Raposo Tavares.
Toda a região de Cotia, Embu das Artes e Osasco tem crescido, precisamos reforçar essas questões. Depende muito do governo do estado, mas tem que buscar parceira politica na região.
GN: Vamos falar dos seus projetos. Que linhas de ônibus você acha que faltam para Cotia o eixo da Raposo Tavares?
Geraldo: Primeiramente, quero criar o Bilhete Único Metropolitano. Não é mais possível em uma região como a nossa os trabalhadores terem essa dificuldade com o transporte. O metrô tem que ser de fato metropolitano, tem que chegar pelo menos até as divisas. Não adianta buscar mais linhas de ônibus nesse trânsito obsoleto, tem que buscar transporte de massa. O porto seco e o metrô perto da divisa vão desafogar as rodovias. Além disso, esses ônibus pequenos não dão mais, tem que ser ônibus articulado.
GN: Cotia sofre ocasionalmente com a falta d´água. Você afirma em seus projetos que vai cobrar da Sabesp melhores tubulações, como pretende pressionar a agência? A cidade também não trata a maior parte de seu esgoto, você tem algum plano com relação a isto?
Geraldo: A Sabesp é um caso particular. Temos um problema de abastecimento, estamos agora usando o volume morto. Nos últimos 30 anos, não investiram nos reservatórios, e agora culpam São Pedro, mas ele não tem culpa da incompetência do governo do estado. A Sabesp usa reservatórios da natureza, não artificiais. Não podemos continuar nessa situação. Eles deveriam ter vergonha e começar a investir em reservatórios e não só em tratamento.
Cotia não é a única; Embu e Itapecerica da Serra não tratam a maior parte de seus esgotos. Se São Paulo fosse um país, seríamos a oitava economia do mundo, não podemos aceitar essa falta de tratamento de esgoto hoje! Essa bandeira não pode ser só minha, tem que ser de quem está na vida pública e trata o povo com seriedade. Temos que eleger pessoas que gostem de gente, e acho que o governo de São Paulo não gosta. Eles colocaram a Sabesp na bolsa de Nova Iorque, mas como, se cobram esgoto da população sem tratá-lo? Não vou só criticar, vou propor que se façam investimentos sérios, queremos ter orgulho dessa empresa, ela tem um potencial enorme.
GN: Você fala em aumentar o efetivo policial em regiões afastadas dos centros. Em Cotia e região, há um problema de violência e policiais relatam efetivo enxuto e escassez de viaturas. Como você vai conseguir aumentar esse efetivo?
Geraldo: Estamos levantando dados na região. Nós criamos mais um batalhão para esta área e queremos ampliar o número de policiais nessa região. Mas também temos que investir em ações de prevenção social. A polícia tem que ser bem paga e bem preparada, para que ela tenha uma relação mais humana com a sociedade e seja realmente comunitária. Com ações conjuntas, podemos reduzir a violência.
GN: Constam alguns processos contra você no site DivulgaCand do TSE, você gostaria de comentá-los?
Geraldo: Do ponto de vista da ética e moral, não tenho nenhum processo. Fui prefeito durante oito anos, tive todas as minhas contas aprovadas pelo Tribunal de Contas. Mas o Tribunal tem uma prática muito cruel: eles separam alguns contratos e, com conceitos deles, aplicam multas, Tenho um processo no tribunal de justiça que já foi julgado. Temos também uma pessoa que nos acusou de produzir um jornal com dinheiro público, mas provei que os recursos eram próprios ou frutos de doações. Há também o caso em que doamos um terreno do município para uma igreja, processaram-nos, pagamos a multa e a igreja já está devolvendo o lote para a prefeitura.
Não tenho nenhuma condenação, nada que comprometa minha ética ou moral. Minhas candidaturas estão todas aceitas, nenhuma foi rejeitada. Tenho 26 anos de mandatos e mais de 30 de vida publica, graças a Deus. E não considero isto nenhum mérito, é minha obrigação ser honesto.
GN: Quem você apoia para governador e presidente e por quê?
Geraldo: Apoio a Dilma e o Padilha. A Dilma e o Lula fizeram muito pelo Brasil. Sei que há muitos problemas com relação à economia do Brasil, mas tenho certeza que a Dilma é a única que esta preparada e capacitada para resolver os problemas do Brasil e mantê-lo crescendo como cresceu nos últimos anos.
O Padilha tem um histórico político muito bonito. Precisamos de um governo que se destaque, e o Padilha é preparado para isso. Por isso que eu peço à população que dê essa oportunidade ao Alexandre, pois com certeza São Paulo não será mais o mesmo com ele, ele vai trabalhar com Dilma. Não vai ter essa de não participar de programas do governo federal. Se o governo de São Paulo tivesse abraçado o Mais Médicos, não estaria sofrendo com falta de profissionais.
GN: O que você pretende fazer se não ganhar a eleição?
Geraldo: Eu não trabalho com a hipótese de não ganhar. Se um dia eu não for deputado nem estiver em outro cargo público, vou continuar na militância política, cobrando dos próximos eleitos todas as minhas propostas de trabalho. Mas com fé em Deus eu vou ganhar, Ele vai me consolidar como deputado reeleito.
GN: Deixe uma mensagem final para os leitores.
Geraldo: Quero agradecer ao jornal pela oportunidade e peço que o leitor faça uma reflexão. Não vote sem conhecer o candidato, conheça a história dele. A política faz parte da vida, para o bem e o mal. Eu peço voto, mas peço também que procurem conhecer nosso trabalho, nossas propostas. Não vou deixar nenhuma promessa para ninguém, e sim o otimismo de um sonhador.
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