Por Victor de Andrade Lopes
Quinze meses após ter sido destruída por um incêndio, a Praça Japonesa, localizada no km 32 da Rodovia Raposo Tavares em Cotia, segue abandonada e sem intervenções da administração municipal. Para chamar a atenção para este descaso, moradores organizaram um “abraço solidário” no local na manhã do último domingo (27/4).
Segundo o líder sindical Alex da Força, que esteve no evento, cerca de 50 pessoas compareceram à manifestação, mas nenhuma delas era do poder público. “Além do abraço em si, fizemos um passeio pela praça, pois ver com os próprios olhos é sempre mais marcante do que acompanhar fotos nas redes sociais”, explicou Alex.
O abandono da praça levou o local a ser ocupado por usuários de drogas, prostitutas e moradores de rua, contam internautas. Alex lembra que a praça, entregue à população no dia 10 de julho de 1994, está prestes a comemorar seu vigésimo aniversário em estado de degradação.
Alex informou ainda que um casal de moradores de rua está morando nos banheiros atrás do palco. A mulher estaria grávida de quatro meses. O casal relatou aos manifestantes ter sido abordado por um representante da prefeitura, que os cadastrou em um programa social, mas eles não foram procurados novamente depois.
Procurada pela reportagem do Granja News, a Secretaria Municipal de Habitação de Cotia enviou o seguinte comunicado, por meio da assessoria de imprensa do município:
“A Prefeitura contratou o Arquiteto Motoi Tsubouchi, que é o autor original da Praça Japonesa, para propor uma reforma e adequações para a acessibilidade. O estudo preliminar já foi concluído e está sendo finalizado o projeto executivo. A praça está sob concessão de uma associação cultural japonesa, que está sendo revista pela Consultoria Jurídica. Foi liberado pelo Estado um recurso para obras de recuperação e acessibilidade. Assim que o município receber o repasse do Estado, serão iniciadas as obras.”
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