Texto e fotos por Victor de Andrade Lopes

O Movimento em Defesa da Granja Viana (MDGV) promoveu na noite da última segunda-feira (19/5) mais uma edição do Conversa ao pé da Granja com Pequeno Sarau, na pizzaria João do Grão, em Cotia. O Pequeno Sarau consistiu em uma apresentação de Luis Gustavo, baixista da banda Pandora 101, que tocou no violão clássicos do rock nacional e internacional, entre eles “Wish You Were Here”, do Pink Floyd; “Tears in Heaven”, do Eric Clapton; “Maluco Beleza”, do Raul Seixas.
Em seguida, Sirlandia Oliveira, ibiunense ativista e protetora dos animais, falou sobre direitos dos animais. Sirlandia também é diretora do Meio Ambiente e Habitação do Conselho Ouvidor de Direitos Humanos de Cotia e Região. Em sua apresentação, ela mostrou diversas fotos do entre fêmeas e seus filhotes, para depois exibir imagens chocantes de animais mortos e mutilados por maus-tratos, parte delas resgatados pela própria ONG em que ela trabalha.

“Animais também sentem dor”, salientou a ativista por diversas vezes ao longo da palestra. Sirlandia participou da manifestação contra o Instituto Royal em outubro do ano passado, motivada pelo fato de a entidade ter utilizado cães da raça beagle para realizar testes. Na época, ela chegou a conceder uma entrevista ao Granja News para relatar sua experiência e suas opiniões sobre o assunto (veja na nossa edição nº 47, de outubro de 2013) Embora não tenha participado da invasão do instituto, que resultou no resgate de centenas de cães, Sirlandia explicou que o ato não foi algo pensado da noite para o dia, e que alguns ativistas já acompanhavam a situação do instituto antes do polêmico resgate.
Sirlandia também falou da importância de Centros de controle de Zoonoses (CCZ). Segundo ela, o de São Paulo sacrificava os animais com câmaras de gás, o que proporcionava uma morte lenta e agonizante. Após a atuação de ativistas, o CCZ passou a usar métodos de eutanásia que causam menos sofrimento. Falando sobre Cotia, especificamente, a ativisa explicou que só existem campanhas de castração no município porque a Aliança Internacional do Animal e o Rancho dos Gnomos processaram a prefeitura para força-la a fazer o centro de controle de zoonoses e a campanha. Até hoje, apenas a campanha foi implantada.
Ao final da palestra, a ativista explicou que, mais do que conseguir pessoas para resgatar animais, a sociedade precisa é de melhor educação e conscientização para que ninguém chegue ao ponto de maltratar os bichos. “Vejo algumas mães que aterrorizam os filhos, mandando eles se afastarem se um cachorro passar perto. Aí essa criança vira um adulto com repulsa a animais”, lamenta ela.
Ao final da palestra, iniciou-se um debate sobre o assunto. Um dos presentes defendeu que falar sobre maus-tratos aos animais para o público da palestra não é eficaz, uma vez que todos lá já sabem que isso é errado. “Temos é que conversar com pessoas sem a nossa consciência”, disse. Além disso, ele defendeu que animais não são agentes morais, diferente dos humanos. “Há animais que matam os próprios filhotes. Será que podemos falar que eles são maus por isso?”
O próximo Conversa ao pé da Granja com Pequeno Sarau deve ocorrer no dia 16/6, no mesmo horário e local. Aguarde mais detalhes e divulgação nos dias próximos ao evento.
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