O alimento é a cola do mundo. Reunimo-nos em volta de uma mesa para celebrar. Nossos encontros envolvem sempre boas comidas. Humor, disposições física e emocional são reflexos da nossa alimentação. Por isso, precisamos falar sobre alimento. Alimentos bons, limpos e justos. Dessa premissa, em 1986, nasceu na Itália o movimento Slow Food, co-fundado por Carlo Petrini após um manifesto social contra uma rede de fast food.
Diferentemente do que a expressão ‘Slow Food’ sugere, não se trata de comer devagar, mas traz o conceito do alimento que respeita toda a cadeia de produção – desde os cuidados com a terra, o produtor, o consumidor, a economia, a cultura e a biodiversidade locais.
Para a professora Maria Aparecida Schleier, é necessário termos um espaço legitimado para o tema “alimentação”. “Sempre entendi que esse era um assunto relevante. Contudo, a demanda que recebia dos pais e colegas não estava compatível com o que acreditava que devíamos nos aprofundar. As preocupações sempre se voltavam mais para a questão de atender preferências individuais do que discutir de que forma nossas escolhas poderiam impactar a saúde, o bem-estar das pessoas e o ambiente. Ao conhecer as bases e fundamentações do movimento Slow Food, pude perceber que ele nos ajudaria a aprimorar o olhar, trazer conteúdo mais relevante e pensar de forma mais ampla sobre esse assunto. Questões que pareciam distantes e difíceis de discutir surgiram de forma natural: O alimento é produzido de forma limpa? É justo para quem o produz? É um alimento bom?”
Uma vez que não é possível cuidar ou prejudicar a natureza sem refletir em nós mesmos, o Slow Food oferece a oportunidade de reflexão sobre nossos hábitos de consumo alimentar, mas também de posicionamento e ativismo perante a profunda relação homem e demais seres vivos. Um consumidor bem informado sobre as verdades a respeito dos alimentos, sobre sua origem e real composição, pode optar entre esse ou aquele e fazer melhores e mais dignas seleções. “Afinal, somos, sim, o que comemos, e se uma das perguntas filosofais da humanidade é ‘Quem somos nós? ’, o poder da informação acerca da alimentação nos ajuda a nos aproximar de uma resposta”, diz Michael Filardi, integrante do Convívio Cotia.
No Brasil, contamos com 62 pontos de encontros que levantam a bandeira do Slow Food. São os chamados “convívios”. Neste mês de maio, mais um grupo foi aberto: o Convívio Cotia. Nossa cidade tem uma forte relação com a agricultura, escrevendo em sua história linhas como a criação da Cooperativa Agrícola de Cotia, a participação na fundação da Associação de Agricultura Orgânica (AAO), em Caucaia do Alto, que é, hoje, o distrito de maior representação rural na cidade e que precisa da comunidade para se fortalecer no seu papel de produtores de alimentos.
As reuniões acontecem quinzenalmente, às sextas-feiras, no Colégio Sidarta. Momentos em que o grupo conversa sobre as ações a serem realizadas na cidade. Veja, abaixo, algumas delas, que aconteceram este ano. O endereço da escola é Estrada Fernando Nobre, 1332, 06705-490, Granja Viana, Cotia (SP).
Angélica Brückner é sensibilizadora ambiental e eco-paisagista, membro líder do Slowfood Cotia.
Ações realizadas pelo Convívio Cotia Slow Food



![uma criança queimando pinh]pinhão em uma fogueira](https://www.granjanews.com.br/wp-content/uploads/2018/08/slow-food-cotia2-300x200.jpg)
Para mais informações, você pode entrar em contato com o Convívio Cotia pelo e-mail cotia@slowfoodbrasil.com
Acompanhe também no Instagram – https://www.instagram.com/slowfoodcotia/
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