Por Victor de Andrade Lopes
Fotos: Victor de Andrade Lopes, exceto onde especificado
A Câmara dos Vereadores de Cotia realizou na tarde e noite de anteontem (31/10) sua trigésima quinta sessão ordinária de 2017. Como na sessão anterior, os servidores municipais lotaram o local para pressionar os parlamentares contra a votação de um projeto de lei de 2016 que retira benefícios dos funcionários públicos.
Antes mesmo da sessão começar, dezenas de manifestantes se reuniram na Praça da Matriz para ouvir discursos de sindicalistas da Federação dos Sindicatos dos Servidores Público do Estado de São Paulo (FESSPMESP).
Após as formalidades iniciais, os vereadores continuaram a leitura do longo Plano de Mobilidade Urbana de Cotia, que já havia sido lido por uma hora na sessão passada. Eventualmente, os manifestantes perderam a paciência e começaram a fazer barulho, momento no qual o presidente da casa Paulinho Lenha (PSB) e o colega Marcos Nena (PMDB), que realizava a leitura, pediram silêncio para a continuidade dos trabalhos e chegaram a bater boca com os servidores.
Após a leitura de alguns projetos, Marcos foi à tribuna defender a realização do 1º Fórum Discutindo a Urbanização de Cotia (veja detalhes na matéria principal da nossa edição de outubro), mas também criticou o fato do plano de mobilidade não contemplar o transporte público. “Faço uma crítica construtiva ao plano para que ele possa ser melhor discutido. Alguns acham que a Raposo é travada por causa de Cotia, mas temos sete municípios nos rodeando e colocando carros nela”, disse o parlamentar.

Eventualmente, a professora e ativista do coletivo MulherAção, Silvana Bezerra, pediu aos vereadores que não ignorassem os manifestantes ali presentes, ao qual Lenha retrucou que o projeto não entrará na pauta enquanto os vereadores não conseguirem conversar com o prefeito Rogério Franco (PSD). Após esta afirmação, recebida com aplausos, boa parte dos manifestantes foi lentamente deixando o local.
Logo após, os vereadores Eduardo Nascimento (PSB), Edson Silva (PRB), Celso Itiki (PSD), Fernando Jão (PSDB), Arildo Gomes (PDT) e Professor Osmar (PV) se sucederam na tribuna em discursos para defender a imagem dos parlamentares, criticar a disseminação de boatos nas redes sociais, defender a atuação da Guarda Civil Metropolitana na sessão anterior e/ou (sob vaias) minimizar o papel do sindicato na defesa dos interesses dos servidores cotianos.

Edson ainda aproveitou para defender seu projeto “Visão do Futuro”, que determina que as crianças da rede municipal sejam acompanhadas por um oftalmologista a fim de detectar problemas de vista; enquanto que Celso parabenizou a prefeitura por ampliar o número de vagas no cemitério municipal e Osmar informou ter visitado a Câmara de São Paulo para formar uma comissão em defesa do meio ambiente.
Em sua fala, o líder do governo Dr. Castor (PSD) defendeu o projeto polêmico. “Sabemos que é um projeto impopular que suprime direitos. Sabemos que a causa [dos servidores] é legítima. Mas sabemos que o município enfrenta problemas financeiros”, disse. Em um aparte, Eduardo disse não ser “o melhor vereador para defender o prefeito”, mas que o ajuste realmente é necessário. Ele convidou o sindicato a formular uma contraproposta.
Ao final da sessão, todos os projetos lidos foram aprovados, exceto o plano de mobilidade, cuja leitura ainda não foi concluída.














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