Por Victor de Andrade Lopes
Fotos: Câmara Municipal de Cotia
A Câmara Municipal de Cotia realizou na manhã de antontem (13 de março) uma audiência pública para ouvir explicações da Sabesp quanto aos serviços prestados na cidade. A concessionária enviou como representantes o gerente de planejamento oeste, Meunim Oliveira, e o gerente da Unidade de Gerenciamento Regional Cotia, Ernesto Mamede.
Meunim abriu o encontro explicando o funcionamento da rede de água e esgoto na região, destacando que a Sabesp, nos últimos dez anos, ampliou em 35% a rede de água e em 67,7% a de esgoto enquanto que a população cresceu 20% no mesmo período. Ele também mostrou gráficos com os índices de aprovação da empresa, que mostram 81% de satisfação geral em Cotia em 2018.
Após essa fala, os vereadores puderam fazer seus questionamentos. O primeiro foi Tim (MDB), que perguntou por que a Sabesp cobra esgoto da cidade sendo que, segundo ele, a empresa garantiu em 2013 que até 2018 80% do esgoto seria tratado, mas nem 15% é devidamente trabalhado.
Meunim disse que R$ 150 mlhões estão sendo investidos na região, sendo R$ 45 milhões entre 2018 e 2020. Quanto ao esgoto, disse que só é cobrado quem está realmente conectado à rede. Quem estiver sendo cobrado indevidamente pode solicitar correção cadastral, com direito a reembolso do valor pago. “Basta ir a uma agência de atendimento com a conta de agua e nós enviaremos um agente para fazer um teste e verificar o status da residência”, explicou.

Edson Silva (PRB) trouxe uma questão não diretamente ligada a água mas que gera muitas reclamações na região. “A Sabesp vem, abre um buraco e aí manda uma terceirizada fazer um recapeamento muito ruim”, disse o parlamentar. Além disso, ele falou sobre os prazos de 24h que a companhia deveria atender, mas descumpre.

O assessor João Maria, que representou o vereador Marcos Nena (MDB), detonou a audiência. “isso aqui é para inglês ver. A Sabesp é uma empresa grande, de economia mista. É a única e exclusiva detentora de um serviço. Nós não estamos pedindo esmolas pra eles quando pedimos para eles virem aqui se explicar”. Em seguida, João começou a ler uma lista de dezenas de bairros da cidade que não têm rede de água ou esgoto, mas foi interrompido pelo presidente da câmara Dr. Castor Andrade (PSD) devido ao adiantar do horário.

Ao final da audiência, a Sabesp ouviu perguntas dos munícipes presentes. Eles se comprometeram a averiguar situações específicas trazidas pelos participantes. Uma moradora em particular disse que pede a instalação do esgoto em sua casa há 20 anos para a Sabesp, mas diz ter sido informada pela empresa que teria de desembolsar a quantia de R$ 691.729,86. Ernesto respondeu que um orçamento novo deverá ser feito e que ela deve tentar se cotizar com a vizinhança para custear a obra.

Danúbio Azul
Na manhã do dia 14 de março, uma outra audiência pública era esperada na casa, desta vez com a Danúbio Azul, mas ela anunciou que não viria mais para o encontro. Dr. Castor explicou que não tinha meios legais para obrigar a empresa a comparecer, uma vez que ela não é pública, ao qual Eduardo disse que a Danúbio está “escondendo algo” e que os vereadores deveriam sim obrigá-la a vir. “Eu preciso de só cinco assinaturas para abrir uma CI”, finalizou.







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