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Comissão da ALESP debate financiamento público para tratamento de doença rara

O tratamento por células-tronco da doença de Crohn, que provoca inflamação no intestino, foi tema de debate em reunião da Comissão de Saúde nesta terça-feira (20/3). Os deputados defendem que o tratamento da doença, que é rara e autoimune, possa ser feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O médico e condutor da pesquisa com células-tronco Roberto Luiz Kaiser Júnior foi ouvido pela comissão e afirmou que 80% das pessoas com Crohn precisarão de algum procedimento cirúrgico ao longo da vida. Segundo ele, o tratamento com remédios custa anualmente aos cofres públicos R$ 100 mil por paciente.

O deputado Hélio Nishimoto (PSDB) pediu para que seja iniciado um diálogo com a Secretaria da Saúde para a inclusão do tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).

O transplante realizado pela equipe do médico ainda em fase de testes, conseguiu poupar em cinco anos R$ 5 milhões ao Estado. “A maioria dos pacientes seguiu com uma vida normal. Apenas três dos 31 tiveram o retorno da doença, e investigaremos o motivo”, contou.

“Como médico, fico emocionado ao ver os resultados que atingem com esse tratamento da doença”, comentou Doutor Ulysses (PV).

O presidente da comissão, Cezinha de Madureira (DEM), propôs que o procedimento, que atualmente é realizado somente em São José do Rio Preto, seja expandido para todo o Estado.

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