Por Victor de Andrade Lopes
O Movimento em Defesa da Granja Viana (MDGV) promoveu na noite da última segunda-feira (7/4) a sua segunda edição da “Conversa ao pé da Granja com pequeno Sarau”.
O evento foi iniciado com uma breve apresentação musical da dupla de jovens guitarristas Miguel Lian Leite e Pedro Brum, que tocaram clássicos do rock como “Before You Accuse Me”, do Eric Clapton; “Sunday, Bloody Sunday”, do U2; e “Que País É Este”, do Legião Urbana.
Em seguida, falou a palestrante Marília Gruenwaldt, integrante da GOVerde, um grupo de ONGs ambientalistas da Região Metropolitana Oeste da Grande São Paulo. Artista plástica, Marília é ambientalista há 20 anos. No encontro de anteontem, ela falou sobre corredores ecológicos.
Cotia hoje tem por volta de 1/3 de sua área dentro de um corredor ecológico cuja criação há tempos é solicitada pelos ambientalistas – no caso, este corredor ligaria o Parque Estadual do Jurupará, em Ibiúna e Piedade; à Serra do Japi, em Cabreúva, Cajamar, Jundiaí e Pirapora do Bom Jesus, passando pela Reserva Estadual do Morro Grande, em Cotia, Vargem Grande Paulista e Lourenço da Serra. Já existe um pré-projeto aprovado para a criação do corredor, o que é vital para dar um fim adequado às verbas que Cotia receberá de entidades internacionais para manter a área.
Segundo Marília, ao contrário do que muitos pensam, um corredor ecológico não precisa ser totalmente composto por áreas verdes. Na verdade, o corredor pode incluir mesmo zonas totalmente urbanizadas – uma mera calçada com árvores pode ser considerada parte de um corredor.
Entre outros assuntos, a ambientalista comentou sobre diferenças entre o Brasil e a Alemanha, país que visitou: lá, as empresas e a sociedade organizada estabelecem um diálogo muito mais eficaz entre si para discutir o impacto ambiental que suas atividades causarão.
Ao final da reunião, os presentes manifestaram a intenção de promover mais discussões sobre o projeto do corredor.
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