Por Victor de Andrade Lopes
Fotos: Câmara Municipal de Cotia
A Câmara Municipal de Cotia realizou na manhã de anteontem (19 de março) sua sétima sessão ordinária de 2019. Dois projetos de lei foram lidos e um foi aprovado: o nº 7/2019, que visa a criação de um bilhete único no sistema de transporte coletivo de Cotia e possibilita à prefeitura a firmar convênios com o Governo do Estado e cidades vizinhas (apenas lido); e o nº 8/2019, que altera a Lei nº 1.329, de 28 de abril de 2005, que dispõe sobre a obrigatoriedade das instituições bancárias, financeiras e de crédito de colocar pessoal suficiente no setor de caixas para atendimento digno aos clientes (lido e aprovado).
O autor desta última propositura, Marcinho Prates (SD), discursou em defesa da mesma, alegando que a Secretaria da Fazenda ficaria responsável por fiscalizar o cumprimento dela e que os bancos devem um atendimento digno a seus clientes. “O banco deve aplicar essa lei tanto no caixa quanto nos balcões”, ressaltou.

Visita de Itapevi
A vereadora Professora Camila Godói (PSB), de Itapevi, marcou presença na sessão. Convidada a falar na tribuna, ela enalteceu a importância do intercâmbio de experiências entre vereadores de diferentes cidades. Ela parabenizou os vereadores pelo trabalho desenvolvido na Casa de Leis e disse que eles têm boa reputação em sua cidade, mas cobrou maior presença feminina na Câmara, hoje composta apenas por homens.

(Im)passe escolar e discursos inflamados
O vereador Eduardo Nascimento (PSB) novamente foi destaque na sessão. Ele ingressou com uma representação no Ministério Público (MP) alegando que a prefeitura pagava irregularmente 100% do transporte escolar, quando o correto seria ela pagar apenas 50%.
A afirmação prontificou Rogério a publicar um vídeo no Facebook (veja abaixo), explicando que a prefeitura está apenas cumprindo uma decisão judicial resultante de uma ação de 2008 e que no momento há um convênio celebrado com o governo estadual, sob o qual a prefeitura paga 20,95% do valor e o estado arca com os 79,05% restantes.

Ele foi acompanhado pelo presidente da casa e ex-líder do governo Dr. Castor Andrade (PSD), que disse que “em toda democracia há discussão de ideias e de projetos. Sabemos que a oposição faz parte de todo governo democrático, mas a população nos outorgou poderes para representa-la no campo das ideias”, disse.

Em discurso, Eduardo manteve firme sua posição. “Não é o prefeito que põe vocês na cadeira de vocês, é o povo! Eu não tenho nada contra ele, tenho contra a administração dele! Quero que vocês me mostrem uma obra de impacto dele!”

Os vereadores então se defenderam. “Eu não fui oposição do Rogério. Na eleição, fizemos oito vereadores e alguns deles estavam preocupados com sua própria pessoa e mudaram. Se eu for oposição ao prefeito, eu serei oposição ao município!”, disse Lenha.

Celso limitou-se a mencionar reformas em vias diversas como exemplos de grandes êxitos da administração e finalizou afirmando que “para quem nunca teve nada, o pouco ou muito que está sendo feito é considerável”.

* Atualizado em 23 de março para correção; o vereador Eduardo Nascimento entrou com uma representação no MP, e não com uma ação, como havíamos escrito anteriormente.
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