Por Victor de Andrade Lopes
Fotos: Câmara Municipal de Cotia
A Câmara Municipal de Cotia realizou na manhã da última quinta-feira (28 de março) sua oitava sessão ordinária de 2019, seguida de uma sessão solene para marcar os 163 anos de emancipação político-administrativa de Cotia.
Vetos, leituras, aprovações e adiamentos
Na sessão ordinária, os vereadores decidiram por adiar para a sessão seguinte três vetos totais impostos pela prefeitura: um para o projeto de lei 46/2018, que impede que concessionárias de água e energia cortem o fornecimento a pessoas inadimplentes às sextas-feiras e vésperas de feriado; um para o projeto de lei 47/2018, que autoriza instituições de saúde a quitarem dívidas com a prefeitura na forma de atendimentos à população; e um ao projeto de lei 56/2018, que visava instalar botões de pânico/assédio nos ônibus municipais.

Os vereadores também leram o projeto de lei 10/2019, que altera a ordenação dos elementos que compõem a paisagem urbana; e o projeto de lei 11/2019, que cria o Programa Censo-Inclusão e Cadastro-Inclusão para identificar, mapear e cadastrar o perfil socioeconômico das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida na cidade.

O projeto de decreto legislativo que concede título de Cidadão Cotiano ao senador e ex-presidenciável Álvaro Dias foi novamente adiado, desta vez por 10 sessões. Isso significa que o projeto completará mais de um ano sendo empurrado para frente sem ser votado, uma vez que ele foi apresentado em abril de 2018.

A sessão solene teve início após um intervalo para a preparação da celebração. Além de quase todos os vereadores (exceto Marcos Nena, do MDB), marcaram presença também o prefeito de Cotia e ex-vereador Rogério Franco (PSD); o vice-prefeito, secretário de segurança pública e também ex-vereador Almir Rodrigues (PSDB); a secretária de educação Neusa Rodrigues da Fonseca; o secretário adjunto da educação Luciano Correa dos Santos; o secretário adjunto de assuntos comunitários, Pedro Almeida; a secretária adjunta de comunicação, Juliana Melo; o coordenador das UBSs, José Lino Gomes; o secretário de obras e serviços urbanos, Rodrigo Dantas; e o Secretário de Habitação e também ex-vereador, Sérgio Folha.
Todos os vereadores presentes foram à tribuna discursar em favor da cidade. Professor Osmar (PV), disse-se “honrado” em participar do governo atual e que a câmara “sempre está disposta a aprovar os projetos que vão melhorar a qualidade de vida do cidadão”. Já Tim (MDB) elogiou a participação popular expressiva na sessão e disse que a cidade “só tem a ganhar e crescer”.

Edson Silva (PRB) também não economizou elogios, mas lembrou que o trabalho não está encerrado. “Temos muito o que fazer, mas não posso deixar de ressaltar os trabalhos realizados neste mandato. Nós, autoridades e população, temos que trabalhar pela cidade, buscando uma cidade melhor”.

Pedinha (PROS) continuou a rodada de elogios, afirmando que o prefeito “está trabalhando desde a divisa com Ibiúna até a divisa com Osasco. Quem ganha é a população se tem um trabalho bom da prefeitura e da câmara”.

Fernando Jão (PSDB) conclamou a situação e a oposição da cidade a manterem o foco nos trabalhos necessários. “Nenhum lado quer que a população pague por uma campanha antecipada. Eu não fui eleito, os vereadores não foram eleitos para antecipar a campanha. Eles não têm o direito de tirar o foco da população para duelos eleitoreiros. Eleições duram 45 dias, não dois anos. Então eu peço aos vereadores que, como presente para a cidade, paremos de fazer campanha e trabalhemos por ela. Esperamos isso da oposição também. Nenhum governo é infalível, ela tem que ajudar a administrar. O embate é necessário, mas não na maneira como tem feito”, finalizou.

Depois, elogiou a administração atual e a anterior, dizendo que “o Carlão [ex-prefeito] fez tudo para deixar a cidade em ordem para o Rogério”. Além disso,, criticou a oposição. “Infelizmente, as almas penadas derrotadas tentaram de toda maneira atrapalhar o caminho do Rogério, o primeiro ano dele foi muito difícil, mas graças a Deus a justiça foi feita”, disse, referindo-se à ação que a chapa de Rogério sofria no TRE e que foi devolvida à primeira instância após deliberação em 2017.

O líder do governo Celso Itiki (PSD) também elogiou o trabalho de Almir, afirmando que a GCM de Cotia é a primeira força de segurança na qual se pensa em Cotia hoje.

Com a palavra, Rogério Franco
Por fim, o prefeito Rogério Franco foi convidado a discursar na tribuna. Ele começou lembrando seus tempos de vereador, e recordou-se de que foi na própria Casa de Leis que “despertou minha vontade de desenvolver projetos importantes, projetos especiais. Eu tive um sonho de aumentar meu potencial de realização em benefício da população. E isso só seria possível como prefeito”, contou. “Agora os desafios são atingir os objetivos de atender a demanda da sociedade e melhorar a qualidade de vida da população. E hoje, celebrando os 163 de Cotia, realmente pensamos o tamanho da nossa responsabilidade. Temos um sonho comum que é a transformação”, continuou.

Sobre os grandes investimentos em segurança pública realizados no ano passado, Rogério disse que alguns criticam o fato da GCM agora estar andando de Jeep Renegades, mas ele explicou que os veículos saem mais baratos que um Volkswagen Gol e têm a vantagem de permitir maior agilidade por parte dos guardas para entrar e sair dos veículos. Na área da saúde, por sua vez, disse que as pesquisas de satisfação indicam que quem mais critica os equipamentos é quem não os usa.
Sobre uma ação recente do Ministério Público (MP) que indicou irregularidades na Secretaria de Obras, Rogério admitiu que havia estocagem irregular de materiais nas dependências do órgão, mas disse que tambores continham materiais extraídos de córregos que transbordam e que o trabalho da prefeitura ajudou a salvar vidas. ”O MP está trabalhando, mas acho que às vezes ele ultrapassa um pouco sua missão”, criticou.
Ainda em seu discurso, Rogério anunciou o lançamento, nesta semana, de um pacote de 163 obras e ações na cidade, no valor de R$ 200 milhões.



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